Amplificadores Valvulados x Transistorizados

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É, galera… hoje o assunto é polêmico. A eterna briga entre amplificadores valvulados e transistorizados. Qual tem o melhor timbre? Qual produz o som mais limpo? Enfim, QUAL É O MELHOR?

Valvulados x Transistorizados

A história de Valvulados e Transistorizados (bem resumida)

Se você tem um ouvido afiado pra música talvez tenha a resposta para qual é o melhor, mas mesmo assim a pergunta ainda é difícil.

Foi lá pela década de 50 que surgiram os primeiros amps de guitarra. Os modelos combinavam um amp valvulado acoplado a uma caixa com 1 ou 2 falantes de 12 polegadas. Nessa época o transistor ainda era uma tecnologia em desenvolvimento, e o valvulado reinava absoluto na mão dos grandes gênios da guitarra.

Duas décadas depois a tecnologia “solid state” começou a ganhar força, o que trouxe a substituição das válvulas por transistores. Com o surgimento dessa inovação tecnológica o preço dos amplificadores ficou mais em conta e as atenções do mercado se voltaram imediatamente para essa novidade. O transistor estava em alta, afinal os amps ficaram menores, mais leves e mais baratos.

Round 1: Fight! – Os valvulados partem para o ataque

E o que parecia o fim dos valvulados acabou encontrando um “mas” no meio do caminho. Acontece que os amps com válvulas tiram um som mais encorpado e vivo com um timbre mais autêntico – especialmente quando falamos de sons distorcidos.

Outro trunfo dos valvulados é que eles têm uma excelente resposta à dinâmica, então a sua pegada vai realmente se refletir no resultado final da sua música.

Quando falamos de volume, a polêmica aumenta. Seja pelo motivo que for (e existem vários deles), os valvulados costuma soar bem mais alto do que os seus rivais transistorizados de mesma potência. Qualquer guitarrista que tenha feito essa comparação sabe que a diferença pode ser gritante (literalmente).

E é claro, amps valvulados possuem uma pegada vintage que é irresistível para quem é fã dos grandes ídolos do passado. É quase um pecado tocar Jimi Hendrix, Led Zeppelin ou até AC/DC em um amplificador que não seja valvulado.

Não é a toa que é muito mais fácil encontrar guitarristas profissionais usando um valvulado do que um transistorizado.

Round 2: Fight! – Os transistorizados revidam

Mas nem tudo são flores quando se falam de valvulados. As principais desvantagens é que eles, geralmente, são mais pesados por causa dos transformadores, são maiores e o preço costuma ser bem mais alto do que os transistorizados. Como tudo na vida, qualidade tem o seu preço.

E é claro, os transistorizados tem lá suas vantagens. Possuem uma relação custo/potência excelente, são menores e mais fáceis de transportar. As transformações no sinal da guitarra são menores, o que na verdade pode ser visto como ponto positivo ou negativo, já que o som acaba sendo mais “cru” e “frio”.

Tem gente que adora o clean do transistorizado, tem gente que prefere o som mais “vivo” do valvulado.

Round 3: Fight! – E para complicar: os Amplificadores Híbridos

No meio dessa briga, os híbridos aparecem como meio termo. Eles podem atingir timbres muito legais sem serem tão pesados, caros e grandes.

Mas é legal ficar atento ao seguinte: amplificadores híbridos (como tudo na vida) têm exemplares de grande sucesso e de terríveis fracassos. Alguns amplificadores híbridos tem uma válvula só para se autodenominarem híbridos, mas soam exatamente como um transistorizado, enquanto outros usam a(s) suas(s) válvula(s) com tanta competência que soam quase como um valvulado.

Os híbridos podem ser boas opções para quem quer custo (e portabilidade) x benefício.

E vitória vai para…

Disso tudo podemos concluir que entre os valvulados, os transistorizados e os híbridos encontramos diferenças no tamanho, no preço, no peso, mas principalmente no timbre. Não é à toa que há tanta polêmica sobre o assunto.

A resposta da equipe Sollo pra pergunta lá de cima é que os amplificadores valvulados são definitivamente diferenciados. Possuem identidade e personalidade, isso conta (e muito)!

Não quer dizer que o melhor amp pra você seja valvulado. A escolha é muito pessoal e depende da sua necessidade como músico. Como sempre o conselho é: pesquise, ouça, estude e forme a sua própria opinião sobre o assunto. A sua personalidade é o que vai te definir como músico, não existem melhores e piores absolutos no mundo da música (é tudo uma questão de gosto!).

E você, prefere valvulado, transistorizado ou híbrido? Posta seu comentário aí em baixo pra gente saber!

 

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6 pensamentos em “Amplificadores Valvulados x Transistorizados”

  1. Muito bom o blog!
    Só algumas pequenas correções históricas, o transistor de germanio foi inventado em 1947, e o de silicio na decada de 50, então na década de 50 eles já tinham sido invetados.
    E os primeiros amplis SS são do inicio dos anos 60, a Kay, a Danelectro, a Vox e a Fender, entre outras, já tinham modelos SS nos anos 60.
    Um abraço

  2. O BOM, PARA QUEM QUER MAIS POTÊNCIA, ACHO QUE É TER COMO MATRIZ DE SINAL O PRÉ VALVULADO(COM MUITA VÁLVULAS), OU HÍBRIDO.
    SE FOR PARA TIRAR SOM DA GUITARRA, TEM QUE TER VÁLVULA, ELA AMACIA O SOM AO MESMO TEMPO QUE O FAZ GRITAR MAIS ALTO, OU SEJA, FICA POTENTE, SEM AGREDIR A AUDIÇÃO. SE CONSEGUE PERCEBER MAIS TIMBRES E NOTAS COM VÁLVULA.
    O QUE FALTA NO MERCADO, SÃO POTÊNCIAS ALTAS DE VÁLVULAS, COMO EU TINHA NOS ANOS “80”, UM AMPLIFICADOR VALVULADO DE 500W RMS(tinha consumo de 1260 watts).

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